terça-feira, 30 de julho de 2013

Dica importante:



Segue link de um grande amigo para os estudos o "dicionário" que muitos chamam de "pai dos burros", o que considero um absurdo, pois por meio dele conseguimos consultar os significados das palavras e dar maior sentido a nossas leituras e produções escritas.

Um abraço.


domingo, 16 de junho de 2013

Reflexão sobre a parceria de pais e escola

Parceria da escola e família para formação de alunos com concepção cidadã.
Segundo nossos estudos foi claro perceber que tanto os pais quanto os professores devem reconhecer nas crianças e jovens suas potencialidades, de modo que se sintam acolhidos e motivados bem como valorizados em relação a sua autoestima e pensamentos. Claro que isso não quer dizer abandonar os limites e sim orientar para o melhor caminho a seguir.
Atualmente percebemos diferentes tipos de famílias nas escolas, cada um com o seu poder aquisitivo específico, mas o que podemos verificar em geral são crianças e jovens que poderiam ser mais reconhecidos afetivamente ou mesmo em relação ao seu campo de ideias, ficando rebeldes de acordo com sua faixa etária aparentemente sem causa, mas na verdade muitas vezes por carência afetiva ou mesmo de valores que são fundamentais para sua formação de caráter.
 Tal problemática se dá devido à sociedade atual em que vivemos, ou seja, a grande maioria precisa trabalhar inclusive mulheres que anteriormente possuíam um papel protetor de sua prole, levando a transferência de algumas responsabilidades a outros setores, aos quais seus filhos possam participar entre eles a escola.
Sendo assim concluímos que apesar das famílias em geral possuírem um ritmo corrido, alguns papéis básicos familiares e afetivos precisam ser resgatados, em conjunto com uma escola menos conteudista e competitiva, para formar futuros cidadãos com maior liberdade em relação aos pensamentos e mais seguros de seu futuro em sociedade.

Referências:

Trechos da entrevista do Psicanalista Joel Briman e o Psicoterapeuta Ivan Capelatto para o programa “Café Filosófico” da TV Cultura.Disponível em:
Acesso em 16/06/2013.




Situação de aprendizagem :Meu Primeiro Beijo Antonio Barreto

Meu Primeiro Beijo
Antonio Barreto

É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
"Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher... E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por várias semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.
Extraído de http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22430


Exercícios de compreensão:


1) Proposta de leitura coletiva para reconhecimento do gênero:

2) Quais são os participantes da narrativa, você se identifica com eles?

3) Quem narra à história?

4)Podemos identificar intensidade da paixão de acordo com o trecho: “as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram”. Explique:


5) A fala da garota propõe linguagem despojada, enquanto a do garoto embasamento científico?Justifique abaixo com fragmentos do texto:

6) Segundo a narrativa podemos entender que o primeiro beijo na visão da garota foi uma experiência:

a) Muito ruim.
b) Dispensável
c) Inesquecível
d) Mediana

7) Você acha que o beijo retratado no texto foi banalizado ou valorizado?

8) Na sua percepção atualmente como os jovens tratam o assunto?

9) Coloque sua opinião e o que entendeu sobre o texto:

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sugestão de filme

“Tá Chovendo hambúrguer”
Comida de graça para todo mundo
“Como era difícil ser eu”... É assim que “Tá chovendo hambúrguer” começa, ao relatar a condição que Flint Lockwood, protagonista desta belíssima animação, encontrava-se perante ele mesmo e, de um modo ou de outro, da sociedade na qual ele estava inserido.
Para Flint, a presença da mãe era fundamental, pois sempre estava disposta a incentivá-lo e a motivá-lo. Morador de uma pequena cidade, “Boca da Maré”, desde criança alimentava o sonho de se tornar um grande inventor, sendo que todas as suas expectativas para um futuro melhor passavam pela sua cidade.
Esta característica de Flint mostra-nos, pelo menos, dois pontos, ou seja, o primeiro é a necessidade de sermos sensíveis às condições sociais do local onde estamos e, assim, traçarmos planos para o melhorarmos. O segundo ponto que se salta aos nossos olhos é que nada nasce grande, tudo precisa passar pelo estágio de nascimento para assim, depois, passar pelos estágios de crescimento e amadurecimento.
Diante do fechamento da “Fábrica de Sardinhas”, a qual dava fama à cidade, Flint resolve investir numa invenção para lá de original. Podemos dizer que esta invenção é o momento-chave desta empolgante animação, pois consistia em transformar água em comida, simples assim.
Amante das metáforas de pescaria, o pai de Flint tinha uma perspectiva sobre a vida muito diferente daquela que tomava conta de seu filho. 
Ele era mais realista, mais “pé no chão” e, para piorar, como as invenções de Flint sempre resultavam na maior confusão, seu pai passa a insistir com seu filho pedindo para ele abandonar esta ideia de se tornar um grande e reconhecido inventor e trabalhar com ele em sua loja de sardinhas. 
Neste ponto, o professor pode abordar a questão dos efeitos e impactos das ações-reações, pois em nossas vidas nada é jogado num vazio, há uma interligação muito forte em tudo o que fazemos ou deixamos de fazer.
Paralelamente a tudo isso, o prefeito também alimentava dentro de si o sonho de ser grande, de se tornar conhecido. Essencialmente, contudo, Flint e o prefeito eram muito diferentes, pois ao passo que Flint desejava se tornar um grande inventor para ajudar a cidade em que nasceu, o prefeito queria também se tornar conhecido por suas inovações, mas era apenas para a autopromoção. 
A nossa motivação, ou seja, aquilo que nos motiva verdadeiramente pode ser mais um tema para ser abordado em sala de aula.
No dia em que o prefeito realiza uma inauguração que faria da cidade um ponto de turismo, empreendimento para o qual todo o orçamento da cidade foi destinado, uma rede de televisão manda uma estagiária fazer a cobertura deste evento, é a inauguração da Sardilândia. 
É aqui que passamos a conhecer Sam Sparks, uma ansiosa e motivada jovem que, devido a implicância de muitas pessoas, desistiu de se comportar como “nerd” e assumiu novos rumos para sua vida profissional. A identidade de nossos alunos, ou seja, aquilo que nos identifica como sendo nós mesmos, pode ser a próxima abordagem do professor.
Como não poderia deixar de ser, a inauguração da Sardilância foi o palco para Flint dar início à sua invenção, ou seja, transformar água em comida, mais precisamente e num primeiro momento, em hambúrguer.
Como era de se esperar, alguma coisa acontecer de errado com a invenção, causando a destruição de parte significativa da cidade. A cena que se segue é a de Flint fugindo dos olhares de reprovação da cidade inteira, mas principalmente da presença de seu pai. Será mesmo que fugir é a melhor opção?
Contudo, não foi tão ruim assim, pois é neste momento que Flint conhece a Sam e identifica vários pontos em comum e, para completar a alegria, descobre que sua invenção deu certo ao presenciar a chuva de hambúrguer sobre toda a cidade, que olha perplexa para aquele estranho fenômeno.
Perplexa com aquele fenômeno, a cidade começa a solicitar os mais diferenciados cardápios e, Flint, atende a todos despreocupadamente. Todos o admiram, todos o querem por amigo, todos o querem por perto, mas o único que não demonstra satisfação é o pai. Por que será que seu pai sempre assume uma posição tão diferente das demais pessoas? Será que ele não se conformava com o fato de aquelas pessoas terem à sua disposição tantos alimentos sem ao menos terem trabalhado para consegui-lo?
Próximo do desfecho do filme, percebe que a estrutura dos alimentos está sofrendo mutações e, Flint, agora, precisa decidir se deve mesmo continuar com sua invenção ou se deve dar atenção à voz de seu pai. 
Como sua decisão não foi pautada de sensatez, ele precisará contornar uma situação que pode colocar a população mundial em risco e, de maneira surpreendente, no momento mais difícil de sua vida, Flint recebe de seu pai o gesto de confiança que ele tanto precisava para não desistir, concedendo a nós, professores, uma riqueza de temas que podemos abordar em sala de aula, principalmente a respeito da família, base da nossa sociedade.
Ficha Técnica

Gênero: Animação e Família
Duração: 90 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Phil Lord e Chris Miller
Roteiro: Judi Barrett e Ron Barrett
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: Livre
Ano: 2009

terça-feira, 4 de junho de 2013

Lembranças e incentivo a leitura.

 Lembranças e incentivo a leitura. 
            Quando comecei a escrever lembro-me de meu pai colocando palavras que realmente faziam sentido para minha idade, além da leitura antes de dormir e de placas nas ruas que foram minhas aliadas nessa aprendizagem, e também uma professora dizendo brincando que eu estava pegando as ideias dos coleguinhas por escrever tanto. E como aconteceu comigo tento incentivar meus alunos na escrita e leitura, por meio da escolha de temas sociais que de alguma maneira possam fazer sentido no íntimo deles.
        A partir dos textos de referência vou seguindo com variados gêneros, porém com temáticas que levem a alguma conexão. No momento estou tentando fazer uso dos sistemas de raciocínio dos "hiperlinks” mesmo sem ter acesso ao computador, procurando estimular os alunos a retomar mentalmente os textos anteriormente lidos, de modo que consigam conectar os assuntos, e possam utilizar com maior relevância na escrita e leitura. Algumas sugestões que utilizei e seguem a linha de reflexão social para incentivar a cidadania: “O bicho” (Manuel Bandeira/ poema); “Vidas Secas” (Graciliano Ramos/livro); “Gaetaninho” (Antônio de Alcantâra Machado/conto); Até quando esperar (Plebe e Rude/canção); “Vida Maria” (Curta)... O trabalho tem surtido efeito, pois percebi nos alunos aquela visão linear da aprendizagem e quando começamos a fazer tal sistema de conexão, a principio identificamos certo estranhamento, mas quando o sistema de “hiperlinks” passa a fazer sentido na mente deles (em conjunto com nossas intervenções) o processo de ensino e aprendizagem parece ter mais sentido.

        Atualmente quando levo algum texto novo eles já organizam sua leitura oral coletivamente e fazem questão de participar.No caso de "Brás, Bexiga e Barra Funda" livro solicitado para leitura pelo professor de História em conjunto com a nossa disciplina Português foi preciso fazer uma comparação com os dias atuais para que os alunos passassem a compreender melhor o livro,e então fazer a leitura com maior autonomia, segue a fala de uma das alunas que leu sem nosso respaldo: "na minha concepção o texto não faz sentido”,porém após a contextualização e preparação prévia de leitura o que não fazia sentido passou a ter...

Professora Ariana

GÊNERO POESIA


O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira


Comentários:


O poema acima nos faz pensar em relação a desigualdade social existente no país...
Ariana