Lembranças e incentivo a leitura.
Quando
comecei a escrever lembro-me de meu pai colocando palavras que realmente faziam
sentido para minha idade, além da leitura antes de dormir e de placas nas ruas
que foram minhas aliadas nessa aprendizagem, e também uma professora dizendo
brincando que eu estava pegando as ideias dos coleguinhas por escrever tanto. E
como aconteceu comigo tento incentivar meus alunos na escrita e leitura,
por meio da escolha de temas sociais que de alguma maneira possam fazer
sentido no íntimo deles.
A partir dos textos de referência vou seguindo com variados
gêneros, porém com temáticas que levem a alguma conexão. No momento
estou tentando fazer uso dos sistemas de raciocínio dos "hiperlinks” mesmo
sem ter acesso ao computador, procurando estimular os alunos a retomar
mentalmente os textos anteriormente lidos, de modo que consigam conectar os
assuntos, e possam utilizar com maior relevância na escrita e leitura. Algumas
sugestões que utilizei e seguem a linha de reflexão social para incentivar a
cidadania: “O bicho” (Manuel Bandeira/ poema); “Vidas Secas” (Graciliano
Ramos/livro); “Gaetaninho” (Antônio de Alcantâra Machado/conto); Até quando
esperar (Plebe e Rude/canção); “Vida Maria” (Curta)... O trabalho tem surtido
efeito, pois percebi nos alunos aquela visão linear da aprendizagem e quando
começamos a fazer tal sistema de conexão, a principio identificamos certo
estranhamento, mas quando o sistema de “hiperlinks” passa a fazer sentido na
mente deles (em conjunto com nossas intervenções) o processo de ensino e
aprendizagem parece ter mais sentido.
Atualmente quando levo
algum texto novo eles já organizam sua leitura oral coletivamente e fazem
questão de participar.No caso de
"Brás, Bexiga e Barra Funda" livro solicitado para leitura pelo
professor de História em conjunto com a nossa disciplina Português foi preciso
fazer uma comparação com os dias atuais para que os alunos passassem a
compreender melhor o livro,e então fazer a leitura com maior autonomia, segue a
fala de uma das alunas que leu sem nosso respaldo: "na minha concepção o
texto não faz sentido”,porém após a contextualização e preparação prévia de
leitura o que não fazia sentido passou a ter...
Professora Ariana
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