“Tá Chovendo hambúrguer”
Comida de graça para todo mundo
Comida de graça para todo mundo
“Como era difícil ser eu”... É assim
que “Tá chovendo hambúrguer” começa, ao relatar a condição que Flint Lockwood,
protagonista desta belíssima animação, encontrava-se perante ele mesmo e, de um
modo ou de outro, da sociedade na qual ele estava inserido.
Para Flint, a presença da mãe era
fundamental, pois sempre estava disposta a incentivá-lo e a motivá-lo. Morador
de uma pequena cidade, “Boca da Maré”, desde criança alimentava o sonho de se
tornar um grande inventor, sendo que todas as suas expectativas para um futuro
melhor passavam pela sua cidade.
Esta característica de Flint
mostra-nos, pelo menos, dois pontos, ou seja, o primeiro é a necessidade de
sermos sensíveis às condições sociais do local onde estamos e, assim, traçarmos
planos para o melhorarmos. O segundo ponto que se salta aos nossos olhos é que
nada nasce grande, tudo precisa passar pelo estágio de nascimento para assim,
depois, passar pelos estágios de crescimento e amadurecimento.
Diante do fechamento da “Fábrica de
Sardinhas”, a qual dava fama à cidade, Flint resolve investir numa invenção
para lá de original. Podemos dizer que esta invenção é o momento-chave desta
empolgante animação, pois consistia em transformar água em comida, simples
assim.
Amante das metáforas de pescaria, o
pai de Flint tinha uma perspectiva sobre a vida muito diferente daquela que
tomava conta de seu filho.
Ele era mais realista, mais “pé no
chão” e, para piorar, como as invenções de Flint sempre resultavam na maior
confusão, seu pai passa a insistir com seu filho pedindo para ele abandonar
esta ideia de se tornar um grande e reconhecido inventor e trabalhar com ele em
sua loja de sardinhas.
Neste ponto, o professor pode abordar
a questão dos efeitos e impactos das ações-reações, pois em nossas vidas nada é
jogado num vazio, há uma interligação muito forte em tudo o que fazemos ou
deixamos de fazer.
Paralelamente a tudo isso, o prefeito
também alimentava dentro de si o sonho de ser grande, de se tornar conhecido.
Essencialmente, contudo, Flint e o prefeito eram muito diferentes, pois ao
passo que Flint desejava se tornar um grande inventor para ajudar a cidade em
que nasceu, o prefeito queria também se tornar conhecido por suas inovações,
mas era apenas para a autopromoção.
A nossa motivação, ou seja, aquilo
que nos motiva verdadeiramente pode ser mais um tema para ser abordado em sala
de aula.
No dia em que o prefeito realiza uma
inauguração que faria da cidade um ponto de turismo, empreendimento para o qual
todo o orçamento da cidade foi destinado, uma rede de televisão manda uma
estagiária fazer a cobertura deste evento, é a inauguração da
Sardilândia.
É aqui que passamos a conhecer Sam
Sparks, uma ansiosa e motivada jovem que, devido a implicância de muitas
pessoas, desistiu de se comportar como “nerd” e assumiu novos rumos para sua
vida profissional. A identidade de nossos alunos, ou seja, aquilo que nos
identifica como sendo nós mesmos, pode ser a próxima abordagem do professor.
Como não poderia deixar de ser, a
inauguração da Sardilância foi o palco para Flint dar início à sua invenção, ou
seja, transformar água em comida, mais precisamente e num primeiro momento, em
hambúrguer.
Como era de se esperar, alguma coisa
acontecer de errado com a invenção, causando a destruição de parte
significativa da cidade. A cena que se segue é a de Flint fugindo dos olhares
de reprovação da cidade inteira, mas principalmente da presença de seu pai.
Será mesmo que fugir é a melhor opção?
Contudo, não foi tão ruim assim, pois
é neste momento que Flint conhece a Sam e identifica vários pontos em comum e,
para completar a alegria, descobre que sua invenção deu certo ao presenciar a
chuva de hambúrguer sobre toda a cidade, que olha perplexa para aquele estranho
fenômeno.
Perplexa com aquele fenômeno, a
cidade começa a solicitar os mais diferenciados cardápios e, Flint, atende a
todos despreocupadamente. Todos o admiram, todos o querem por amigo, todos o
querem por perto, mas o único que não demonstra satisfação é o pai. Por que
será que seu pai sempre assume uma posição tão diferente das demais pessoas?
Será que ele não se conformava com o fato de aquelas pessoas terem à sua
disposição tantos alimentos sem ao menos terem trabalhado para consegui-lo?
Próximo do desfecho do filme, percebe
que a estrutura dos alimentos está sofrendo mutações e, Flint, agora, precisa
decidir se deve mesmo continuar com sua invenção ou se deve dar atenção à voz
de seu pai.
Como sua decisão não foi pautada de
sensatez, ele precisará contornar uma situação que pode colocar a população
mundial em risco e, de maneira surpreendente, no momento mais difícil de sua
vida, Flint recebe de seu pai o gesto de confiança que ele tanto precisava para
não desistir, concedendo a nós, professores, uma riqueza de temas que podemos
abordar em sala de aula, principalmente a respeito da família, base da nossa
sociedade.
Ficha Técnica
Gênero: Animação e Família
Duração: 90 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Phil Lord e Chris Miller
Roteiro: Judi Barrett e Ron Barrett
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: Livre
Ano: 2009
Gênero: Animação e Família
Duração: 90 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Phil Lord e Chris Miller
Roteiro: Judi Barrett e Ron Barrett
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: Livre
Ano: 2009
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